• Ana Morado

Obstáculos: como lidar com eles

Não há nada mais frustrante para quem inicia um planejamento do que encontrar, ao longo do caminho, empecilhos, obstáculos ou até mesmo situações improváveis. Aquela energia, entusiasmo e credibilidade se esvai e muita das vezes corre-se o risco de até mesmo abandonar um importante projeto.

A incerteza do futuro é uma variável a ser ponderada. Não há garantias quando se trata do amanhã. O planejamento existe exatamente para tentarmos minimizar possíveis desvios que possam prejudicar um projeto idealizado. Mas nem sempre isso é possível. E o que fazer quando uma dificuldade aparece?

Obstáculos podem se apresentar de maneiras diversas: um problema pessoal, a perda do emprego, uma doença, a morte de um ente querido, a crise do país, etc. Para nos fortalecermos diante de um cenário como esse, o que devemos ter em mente? Por mais contraditório que seja, devemos viver sempre o agora. Não temos controle em relação ao futuro. Podemos e devemos nos preparar sempre, mas controlá-lo, jamais. E é essa ilusão do controle que nos domina. Acreditamos que, de alguma maneira, podemos interferir na dinâmica da vida.

Particularmente aprecio bastante a filosofia de vida Japonesa. Há um provérbio japonês que sintetiza a ideia do aprendizado que está por trás de um possível fracasso: “Caia sete vezes, levante-se oito”. O insucesso ou falhas que cometemos não devem em hipótese alguma interferir em nosso processo de crescimento e muito menos fazer com que desistamos de algo. Parece contraditório, mas muitas vezes precisamos desta mudança de rota a fim de alterarmos nosso ponto de vista. E lá adiante, essa mudança representará de alguma maneira a decisão mais acertada que poderíamos ter tido.

Ao longo do caminho somos testados, encontraremos pessoas que nos criticam, que duvidam de nossa capacidade, que nos invejam até. A construção de um projeto de vida não é tarefa simples e muitas pessoas desistem, infelizmente. E pior que isso, se arrependem tardiamente.

Grandes conquistas não são obtidas facilmente, de um dia para o outro.

Os desafios compõem qualquer empreitada, são ingredientes quase intrínsecos à sua construção. Acreditar que boas ideias e mecanismos de controle criarão blindagens intransponíveis é quase que uma fantasia. Não somos os únicos atores desse projeto. Pessoas diferentes, com experiências variadas irão se relacionar conosco. E os resultados advindos desta interação são desconhecidos. Nesse momento, precisaremos exercitar a flexibilidade.

E se diante de tudo isso resolvermos desistir? Deixar a vida no “piloto automático” é uma escolha. Certamente, há benefícios e razões para tal. Entretanto, paga-se um preço alto pela falsa segurança que a acompanha. O sentimento de fracasso diante de uma ideia abandonada e a frustração com a tentativa nem sequer iniciada são apenas algumas consequências experimentadas por aqueles que desistem.

O efeito futuro é nocivo e cumulativo… Cria-se uma crença limitante que toda conquista árdua deve ser abandonada e que a persistência não nos leva ao sucesso. Na verdade, independente do resultado, o norteador da ação deve ser: quais os objetivos da minha vida neste momento e quais são as ações necessárias para que se tornem reais? A partir desta reflexão, naturalmente introjetamos em nosso comportamento a coragem necessária para agir, a perseverança intrínseca ao projeto, sem esquecer jamais que o mais importante de tudo é viver o agora.

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